quinta-feira, 4 de setembro de 2008










As Sete Maravilhas do Mundo
As Sete Maravilhas do Mundo
Um grupo de estudantes de geografia estudava as sete maravilhas do mundo. No final da aula, aos estudantes foi pedido para fazerem uma lista do que eles pensavam que fossem consideradas as novas sete maravilhas do mundo. Embora houvesse algum desacordo começaram os votos:1. A Grande Muralha - China 2. Cristo Redentor - Brasil 3. Petra - Jordânia 4. Taj Mahal - Índia 5. Coliseu de Roma - Itália 6. Chichén Itzá - México 7. Machu Pichu - Peru Ao recolher os votos, o professor notou uma estudante muito quieta. A menina, não tinha virado sua folha ainda. O professor então perguntou à menina se tinha problemas com sua lista. A menina quieta respondeu: "- Sim, um pouco, eu não consigo fazer a lista, porque são muitas maravilhas." O professor disse: "- Bem, diga-nos que o que você tem, e talvez nós possamos ajudá-la." A menina hesitou, então leu: "- Eu penso que as sete maravilhas do mundo sejam: 1. tocar 2. sentir sabor 3. ver 4. ouvirHesitou um pouco e então... 5. sentir 6. rir 7. e amar A sala então ficou completamente em silêncio.É fácil para nós, olhar as façanhas do homem. Nós negligenciamos tudo o que Deus fez para nós. Que você possa se lembrar hoje, daquelas coisas que são verdadeiramente maravilhosas. "Faça tudo de bom que você puder para todas as pessoas que você puder, quando você puder."
Um grupo de estudantes de geografia estudava as sete maravilhas do mundo. No final da aula, aos estudantes foi pedido para fazerem uma lista do que eles pensavam que fossem consideradas as novas sete maravilhas do mundo. Embora houvesse algum desacordo começaram os votos:1. A Grande Muralha - China 2. Cristo Redentor - Brasil 3. Petra - Jordânia 4. Taj Mahal - Índia 5. Coliseu de Roma - Itália 6. Chichén Itzá - México 7. Machu Pichu - Peru Ao recolher os votos, o professor notou uma estudante muito quieta. A menina, não tinha virado sua folha ainda. O professor então perguntou à menina se tinha problemas com sua lista. A menina quieta respondeu: "- Sim, um pouco, eu não consigo fazer a lista, porque são muitas maravilhas." O professor disse: "- Bem, diga-nos que o que você tem, e talvez nós possamos ajudá-la." A menina hesitou, então leu: "- Eu penso que as sete maravilhas do mundo sejam: 1. tocar 2. sentir sabor 3. ver 4. ouvirHesitou um pouco e então... 5. sentir 6. rir 7. e amar A sala então ficou completamente em silêncio.É fácil para nós, olhar as façanhas do homem. Nós negligenciamos tudo o que Deus fez para nós. Que você possa se lembrar hoje, daquelas coisas que são verdadeiramente maravilhosas. "Faça tudo de bom que você puder para todas as pessoas que você puder, quando você puder."

A Face de Deus
Havia um pequeno menino que queria se encontrar com Deus. Ele sabia que tinha um longo caminho pela frente. Um dia, encheu sua mochila com pastéis e guaraná, e saiu para brincar no Parque. Quando ele andou umas 3 quadras, encontrou um velhinho sentando em um banco da praça olhando os pássaros. O menino sentou-se junto a ele, abriu sua mochila, e ia tomar um gole de guaraná, quando olhou o velhinho e viu que ele estava com fome, então ofereceu-lhe um pastel. O velhinho muito agradecido, aceitou, e sorriu ao menino. Seu sorriso era tão incrível que o menino quis ver de novo; então ele ofereceu-lhe seu guaraná. Mais uma vez o velhinho sorriu ao menino. O menino estava tão feliz! Ficaram sentados ali, sorrindo, comendo pastel e bebendo guaraná pelo resto da tarde, sem falarem um ao outro.Quando começou a escurecer o menino estava cansado e resolveu voltar para casa, mas antes de sair ele se voltou e deu um grande abraço novelhinho. Aí o velhinho deu-lhe o maior sorriso que o menino já havia recebido.Quando o menino entrou em casa, sua mãe, surpresa ao ver a felicidade estampada em sua face, perguntou:- O que você fez hoje que te deixou tão feliz assim?Ele respondeu.- Passei a tarde com Deus - e acrescentou - Sabe, Ele tem o mais lindo sorriso que eu jamais vi!Enquanto isso, o velhinho chegou em casa com o mais radiante sorriso na face, e seu filho perguntou:- Por onde você esteve que está tão feliz?E o velhinho respondeu:- Comi pastéis e tomei guaraná no parque com Deus.Antes que seu filho pudesse dizer algo, falou:- Você sabe que Ele é bem mais jovem do que eu pensava?A face de Deus está em todas as pessoas e coisas, se são vistas por nós com os olhos do amor e do coração.

Confiar em Deus
O profeta Isaías, ao se referir à grandeza de Deus e à confiança que nEle deve ter o homem, diz: “Os que esperam no Senhor, adquirirão sempre novas forças, tomarão asas como de águia, correrão e não fatigarão, andarão e não desfalecerão.” Isaías 40:31 É muito singular que o Profeta compare os que confiam no Senhor às águias. É que elas têm uma forma toda especial de enfrentar as tempestades. Quando se aproxima uma tempestade as águias abrem suas asas, capazes de voar a uma velocidade de até noventa quilômetros por hora, e enfrentam a tormenta. Elas sabem que acima das nuvens escuras e das descargas elétricas, brilha o sol. Nessa luta terrível elas podem perder penas, podem se ferir, mas não temem e seguem em frente. Depois, enquanto todo mundo fica às escuras embaixo, elas voam vitoriosas e em paz, lá em cima. Confiança que traduz certeza é o seu lema. Para além da tormenta, brilha o sol, e o sol elas buscam.Na morte, as águias também dão excelente lição de confiança. Como todos os seres vivos, elas também morrem um dia. Contudo, alguma vez você já se deparou com o cadáver de uma águia? É possível que já tenha visto o de uma galinha, de um cachorro, de um pombo. Quem sabe até de um bicho do mato nessas extensas estradas de reserva ecológica. Mas, com certeza nunca encontrou um cadáver de águia. Sabe por quê? Porque quando elas sentem que chegou a hora de partir, não se lamentam nem ficam com medo. Localizam o pico de uma montanha inatingível, usam as últimas forças de seu corpo cansado e voam naquela direção. E lá esperam, resignadamente, o momento final. Até para morrer, as águias são extraordinárias.Quando, por ventura, você se deparar com um momento difícil, em que as crises aparecem gerando outras crises, não admita que o desânimo se aposse das suas energias. Eleve-se acima da tempestade, através da oração. Pense que Deus é o autor e o sustentador de todo o bem. Pequenos dissabores que estejam atingindo você são convites a reexame dos empecilhos que enchem a estrada da sua vida. Discórdia é problema que está pedindo ação pacificadora. Desarmonias domésticas são exigência de mais serviço aos familiares. Doença é processo de recuperação da verdadeira saúde. Até mesmo a presença da morte não significa outra coisa senão renovação, e mais vida. Pense nisso: Sempre que as aflições visitem seu lar em forma de enfermidade ou tristeza, humilhação ou desastre, não se entregue ao desalento. Recorde que, se você procura pelo socorro de Deus, o socorro de Deus também está procurando alcançar você! Se a tranqüilidade parece demorar um pouco, persevere na esperança, lembrando que o amparo de Deus está oculto ou vem vindo.

O Valor da Bíblia

Há muitos anos, existiu um homem muito rico que no dia do seu aniversário convocou a criadagem a sua sala para receberem presentes. Colocou-os a sua frente na seguinte ordem: cocheiro, jardineiro, cozinheira, arrumadeira e o pequeno mensageiro. Em seguida, dirigindo-se a eles, explicou o motivo de os haver chamado até ali e, por fim, fez-lhes uma pergunta, esperando de cada um a sua própria resposta. Essa foi a pergunta feita:- O que prefere você receber agora: esta Bíblia ou este valor em dinheiro?
- Eu gostaria de receber a Bíblia - Respondeu, pela ordem, o cocheiro - Mas, como não aprendi a ler, o dinheiro me será bastante mais útil!Recebeu então a nota, de valor elevado na época, e agradeceu ao patrão. Esse pediu-lhe que permanecesse em seu lugar. Era a vez do jardineiro fazer a sua escolha e, escolhendo bem as palavras, falou:
- Minha mulher está adoentada, e por esta razão tenho necessidade do dinheiro; em outra circunstância escolheria, sem dúvida, a Bíblia.
Como aconteceu com o primeiro, ele também permaneceu na sala após receber o valor das mãos do patrão. Agora, pela ordem, falaria a cozinheira, que teve tempo de elaborar bem a sua resposta:- Eu sei ler, porém, nunca encontro tempo para sequer folhear uma revista; portanto, aceito o dinheiro para comprar um vestido novo.
- Eu já possuo uma Bíblia e não preciso de outra; assim, prefiro o dinheiro. Informou a arrumadeira, em poucas palavras.
Finalmente, chegou a vez do menino de recados. Sabendo-o bastante necessitado, o patrão adiantou-se em dizer-lhe:
- Certamente você também irá preferir dinheiro, para comprar uma nova sandália, não é isso, meu rapaz?
- Muito obrigado pela sugestão. De fato estou precisando muito de um calçado novo, mas vou preferir a Bíblia. Minha mãe me ensinou que a Palavra de Deus é mais desejável do que o ouro. Disse o pequeno mensageiro.
Ao receber o bonito volume, o menino feliz o abriu e nisso caiu aos seus pés uma moeda de ouro. Virando outras paginas, foi deparando com outros valores em notas. Vendo isso, os outros criados perceberam o seu erro e envergonhados deixaram o recinto.
A sós com o menino, disse-lhe comovido o patrão: "Que Deus o abençoe, meu filho, e também a sua mãe, que tão bem o ensinou a valorizar a Palavra de Deus."
Pense agora: "O que pode ser mais valioso do que a palavra de Deus ?" Tudo aquilo que nós precisamos, Deus tem e deseja que tenhamos.A nós, basta aceitar o que Ele nos oferece.

Como Conquistar o Respeito
"Ninguém despreze a tua mocidade; pelo contrário, torna-te padrão... na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza". I Tim. 4:12.
Muitos adultos acham difícil suportar o desprezo e o desdém de outros adultos, mas para um adolescente é duas vezes mais difícil suportar o desprezo e o desdém de seus companheiros da mesma idade.Um dia, quando Leo Buscaglia estava saindo da escola, uma gangue de arruaceiros o cercou e começou a crivá-lo de apelidos por causa de sua ascendência italiana. Humilhado e aos prantos, rompeu o círculo de seus atormentadores e correu para casa. Lá, trancou-se no banheiro e chorou amargamente.Seu pai o ouviu chorando e perguntou qual era o problema. Quando Leo contou o que havia acontecido, esperou que seu pai tomasse imediatas providências - ou que batesse nos desordeiros ou pelo menos reclamasse com os pais deles, exigindo que fossem castigados. Seu pai não fez nem uma coisa, nem outra. Em vez disso, começou a mencionar algumas coisas acerca dos italianos, das quais Leo podia orgulhar-se.Mas isso não acalmou o garoto.- Eu não gosto de ser diferente! - protestou ele. - Quero ser como todos os outros.- Como todos os outros? Você quer dizer que gostaria de ser como aqueles garotos que o insultaram? - perguntou o pai, articulando bem as palavras.- Não! - rosnou Leo em resposta.- Então tenha orgulho daquilo que você é - aconselhou o pai. - Afinal de contas, todo o mundo é diferente de todas as demais pessoas.Mas o conselho de Paulo ao jovem Timóteo foi além do conselho que o pai de Leo deu a seu filho. Sendo um modelo de cristão, podemos conquistar o respeito alheio.


Como o Amor Atua

Quando você der alguma coisa a um necessitado, não fique contando o que fez, como os hipócritas fazem nas casas de oração e nas ruas. ... Mas... faça isso de tal modo que nem mesmo o seu amigo mais íntimo saiba o que você fez. S. Mat. 6:2 e 3 (BLH).
Perguntaram certa vez a Ernest Shackelton, famoso explorador britânico da Antártica, qual tinha sido o momento mais terrível que ele passara no continente gelado. Alguém poderia pensar que ele contaria a história de alguma terrível nevasca polar, mas não foi isso. Contou que seu mais terrível momento veio certa noite quando ele e seus homens estavam amontoados numa cabana de emergência, tendo sido distribuídas as últimas porções de alimento.Enquanto seus homens dormiam profundamente, Shackelton permanecia acordado, com os olhos semicerrados. De repente, viu um movimento sorrateiro de um de seus homens. Espiando naquela direção, ele viu que o homem furtivamente ia na direção de outro e retirava um pacote de biscoitos da mochila de seu companheiro. Shackelton ficou chocado! Até aquele momento, ele teria confiado a própria vida àquele homem. Agora tinha suas dúvidas.Mas então, enquanto observava, percebeu que o homem abria seu próprio pacote de biscoitos, tirava de lá o último bocado de alimento, colocava-o no pacote do outro homem e o recolocava na mochila do companheiro.Ao narrar a história, Shackelton disse: "Não ouso dizer o nome daquele homem. Acho que seu gesto foi um segredo entre ele e Deus."É assim que acontece com o tipo de amor de que a Bíblia fala. Ele não realiza boas obras para ser visto pelos homens. Henry Drummond, grande pregador inglês, disse: "Depois de ter andado pelo mundo inteiro fazendo suas belas obras, o amor se esconde, até de si mesmo."O coração humano anseia por reconhecimento. Não deseja que permaneçam ocultas as suas boas ações - e é aí que muitos caem na armadilha de Satanás! Depois que Deus efetua em nós "o realizar, segundo a Sua boa vontade" (Filip. 2:13), o tentador aparece e nos leva a vangloriar-nos das maravilhosas coisas que fizemos.Qual é a solução? Nunca pare para vangloriar-se. Fixe a mente em Jesus e continue a permitir que Deus efetue Sua boa vontade através de você.Prova ConvincenteNisto conhecerão todos que sois Meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros. S. João 13:35.
Quando eu era adolescente, resolvi deixar minha marca no mundo como artista. Meu pai havia recentemente adquirido uma Bíblia em três volumes, ilustrada por Paul Gustave Doré, e aquelas ilustrações tiveram peso importante na minha decisão.Doré obteve fama com as suas gravuras de personagens religiosos e históricos. Passei horas estudando as técnicas dele e, embora meu interesse pela arte se desvanecesse com o tempo, ainda guardo vívidas imagens mentais daqueles desenhos.Certa ocasião, viajando pela Europa, Doré perdeu seu passaporte. Quando ele chegou à alfândega seguinte, o guarda lhe pediu os documentos de viagem. Doré tentou explicar o que tinha acontecido.- Eu sou Paul Gustave Doré - disse ele - e perdi meu passaporte. Apreciaria que fizesse a gentileza de deixar-me passar. Tenho de atender a compromissos importantes.- Não tente fazer-nos de bobos - disparou o guarda. - Você não é a primeira pessoa que perde o passaporte e tenta fazer-se passar por alguém importante.Doré suplicou a compreensão do guarda, mas em vão. Finalmente, um oficial aproximou-se e disse:- Se o senhor é realmente Doré, tome este lápis e papel e desenhe aquele grupo de camponeses ali.Dentro de alguns minutos, o grande artista produziu uma figura de semelhança impressionante com o grupo. Mesmo antes de concluído o desenho, o oficial, convencido de que aquele era realmente o famoso artista, permitiu-lhe a entrada no país.Algumas pessoas, hoje, tentam fazer-se passar por cristãs, mas falta-lhes o amor fraternal que, segundo Jesus, caracterizaria Seus seguidores. Os cristãos primitivos viveram numa época em que a prática do cristianismo podia significar o martírio, mas ainda assim demonstravam o seu amor fraternal, arriscando a vida para ajudar seus irmãos perseguidos; em alguns casos, obtinham inclusive a relutante admiração dos perseguidores. Tertuliano, um escritor cristão do segundo e terceiro séculos, citou a declaração de um oficial pagão desta maneira: "Veja como esses cristãos se amam uns aos outros."O amor fraternal não é um manto que se "veste" para convencer os incrédulos, mas uma qualidade que brota naturalmente de um coração amorável.
Sincero Interesse Pelas AlmasSó Deus sabe como é profundo o meu amor e a saudade que tenho de vocês - com a ternura de Jesus Cristo. Filip. 1:8 (A Bíblia Viva).
Em nosso versículo, Paulo declara que ele nutria tanto amor pelas almas dos crentes filipenses como Jesus. Você e eu precisamos de mais desse tipo de amor pelas almas.Certa ocasião, no tempo da Sociedade de Amigos, um membro da seita dos quacres cavalgava por um urzal quando ouviu o som de cascos de cavalo atrás de si. Num momento, um salteador o alcançou e, apontando-lhe a pistola, exigiu:- O dinheiro ou a vida!Sem hesitar, o quacre puxou sua carteira e entregou-a ao homem.- O senhor tem um belo cavalo - observou o ladrão. A seguir ordenou: - Desça! Vou levá-lo.Calmamente, sem uma palavra de protesto, o quacre desmontou e o ladrão trocou de cavalo. Enquanto o salteador se virava para ir embora, o quacre se colocou na frente dele e, segurando as rédeas, começou a falar.- Como é que pode - observou ele com terna sinceridade - um homem criado à imagem de Deus, ser feliz vivendo uma vida de crime e violência? Arrependa-se, meu amigo, antes que seja tarde demais!O assaltante tirou a pistola e, apontando-a para a cabeça do quacre, rosnou:- Como se atreve a me pregar um sermão, seu... Mais uma palavra, e vou abatê-lo aí mesmo.O quacre nem piscou.- Amigo - disse ele sorrindo - eu sei muito bem que poderia matar-me. Eu não arriscaria a vida para salvar minha carteira ou meu cavalo, mas alegremente a entregaria se pudesse salvar a sua da condenação eterna!Sem uma palavra, o assaltante colocou novamente a pistola no coldre, saltou do cavalo do quacre e o devolveu, juntamente com a carteira. Depois, montando em seu próprio cavalo, foi embora dizendo:- Se a sua preocupação por minha alma é tanta, não vou levar nada.Embora sem ter certeza, podemos esperar que a mudança de idéia do assaltante tenha produzido também uma mudança de coração. Mas uma certeza podemos ter: se demonstrássemos tanto interesse por uma alma como aquele quacre, veríamos muito mais milagres da graça hoje em dia.

Mensagens Bíblicas
Náufrago
Um certo homem saiu em uma viagem de avião. Era um homem temente a Deus, e sabia que o Senhor o protegia. Durante a viagem, quando sobrevoavam o mar, um dos motores falhou e o piloto teve de fazer um pouso forçado no oceano. Quase todos morreram, mas o homem conseguiu agarrar-se a alguma coisa que o conservasse em cima da água. Ficou boiando à deriva durante muito tempo até que chegou a uma ilha não habitada. Ao chegar à praia, cansado, porém vivo, agradeceu ao Senhor por este livramento maravilhoso da morte. Ele conseguiu se alimentar de peixes e ervas. Conseguiu derrubar algumas árvores e com muito esforço construiu uma casinha para ele. Não era bem uma casa, mas um abrigo tosco, com paus e folhas. Porém significava proteção. Ele ficou todo satisfeito e mais uma vez agradeceu ao Senhor, porque agora podia dormir sem medo dos animais selvagens que talvez pudessem existir na ilha. Um dia, ele estava pescando e quando terminou, havia apanhado muitos peixes. Assim, com comida abundante, estava satisfeito com o resultado da pesca. Porém, ao voltar-se na direção de sua casa, qual não foi sua decepção,ao ver sua casa toda incendiada. Ele se sentou em uma pedra chorando e dizendo em prantos: -Senhor! Como é que foi deixar acontecer isto comigo? O Senhor sabe que eu preciso muito desta casa e o Senhor deixou queimar todinha. O Senhor não tem compaixão de mim? Eu sempre faço minhas orações diárias.E assim permaneceu o homem durante algumas horas, envolvido em sua revolta e dor. Passado algum tempo, uma mão pousou no seu ombro e ele ouviu uma voz dizendo: -Que bom encontrá-lo... você está bem? Ele se virou para ver quem estava falando com ele, e qual não foi sua surpresa quando viu em sua frente um marinheiro acompanhado de uma equipe: -Vamos rapaz, nós viemos te buscar... -Mas como é possível? Como souberam que eu estava aqui? -Ora, amigo! Vimos os seus sinais de fumaça pedindo socorro. O capitão ordenou que o navio parasse e nos mandou vir lhe buscar naquele barco ali adiante. O grupo entrou no barco e o homem foi para o navio que o levaria em segurança de volta para os seus familiares tão queridos. A propósito, como anda a sua fé?

quarta-feira, 3 de setembro de 2008


Índice 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44
Cap 28 - Um Estudo Sistemático de Doutrina Bíblica
OS TRÊS TEMPOS DA SALVAÇÃO
Salvação é um termo muito amplo. C. I. Scofield, no seu comentário sobre Rom. 1:16, diz muito aptamente: !As palavras hebraicas e gregas para salvação implicam as idéias de livramento, segurança, conservação, cura e santidade?. Salvação é a grande palavra inclusiva do Evangelho, reunindo em si todos os atos e processos redentivos: como justificação, redenção, graça, propiciação, imputação, perdão, santificação e glorificação.
Salvação, portanto, no seu sentido lato, tem que ver tanto com a alma como com o corpo, com a vida presente bem como com a futura. Ela faz referência não só à remissão da penalidade do pecado e à remoção de sua culpa, mas também à conquista do hábito do pecado e a remoção final da presença do pecado no corpo. É só pelo reconhecimento disto que alguém pode agarrar o alcance completo da doutrina bíblica de salvação. E é só por se poder classificar cada passagem que trata da salvação na base dos fatos precedentes que alguém pode evitar a confusão na mente do crente mediano. Podemos realizar este fim melhor notando que se fala da salvação em três tempos e considerando cuidadosamente cada tempo. Todos os três tempos estão rascunhadamente somados em 2 Cor. 1:10 ?Que nos livrou (passado) de uma tão grande morte e livra ainda (presente); em Quem confiamos que ainda nos livrará (futuro)?.
I. O TEMPO PASSADO DA SALVAÇÃO
Notai as seguintes passagens:
!A tua fé te salvou? (Lc. 7:50). !Pela graça fostes salvos por meio da fé? (Ef. 2:8). !... que nos salvou e chamou com uma santa vocação? (2 Tim. 1:9). !... salvou-nos segundo Sua misericórdia? (Tito 3:5).
Toda estas passagens e muitas outras como elas falam da salvação como uma obra terminada no passado. Este tempo de salvação coincide com a santificação passada do crente, como considerada no capítulo anterior. Ela tem que ver (1) com a alma; (2) com a remissão da penalidade do pecado, a remoção da culpa e mesmo a remoção da presença do pecado da alma.
Neste sentido a salvação do crente está completa. Como dissemos da justificação, assim podemos dizer deste tempo da salvação: é um ato e não um processo: ocorre e se completa no momento em que o indivíduo crê; não admite graus nem estágios.
É sob este tempo de salvação que devemos classificar as passagens que falam do crente como possuindo vida eterna agora. Vide João 5:24, 6:47, 17:2,3; 1 João 3:13, 5:11,13. Isto quer dizer, simplesmente, como expresso em João 5:24, que o crente passou de sob todo perigo de condenação e do poder da segunda morte.
II. O TEMPO PRESENTE DA SALVAÇÃO
!A palavra da cruz é loucura para os que se perdem; mas, para nós que estamos salvos (marg., estamos sendo salvos) é o poder de Deus? (1 Cor. 1:18).
O particípio grego na passagem supra está no tempo presente e denota !aqueles sendo salvos, o ato... estando em progresso, não completado? (E. P. Gould).
É com referência ao tempo presente da salvação que Fil. 2:12 fala, quando diz: !Operai a vossa própria salvação com temor e tremor." O sentido desta passagem é que os crentes filipenses tiveram de efetivar em suas vidas a nova vida que Deus implantara nos seus corações .
Outras passagens há nas quais a salvação não está mencionada , as quais, não obstantes, referem o processo presente de salvação, tais como Rom. 6:14; Gal. 2:19,20; 2 Cor. 3:18.
No tempo presente da salvação os crentes estão sendo salvos, através da obra do Espírito morador, do hábito e domínio do pecado. A salvação é assim equivalente à santificação progressiva: não tem que ver com a alma nem com o corpo, mas com a vida.
III. O TEMPO FUTURO DA SALVAÇÃO
Nas passagens seguintes a salvação é falada como algo ainda futuro: Rom. 5:9,10, 8:24, 13:11; 1 Cor. 5:5; Efe. 1:13,14; 1 Tess. 5:8; Heb. 10:36; 1 Ped. 1:5; 1 João 3:2,3.
Em Rom. 8:23 Paulo nos fala do que é, em geral esta salvação futura. É a redenção de nosso corpos?, o que ele quer dizer a aplicação da redenção ao corpo de crente. Isto terá logar na ressurreição dos que dormem em Cristo (1 Cor. 15:52-56; 1 Tess. 4:16) e no rapto dos que estiverem vivos na vinda de Cristo no ar (1 Tes. 4:17). É só então que o espírito regenerado entrará em completa fruição da salvação. Assim lemos que o espírito é para ser salvo !no dia do Senhor Jesus? (1 Cor. 5:5). Este tempo de salvação tem que ver principalmente com o corpo e a presença do pecado no corpo.
É sob esta epígrafe que devemos classificar todas as passagens que tratam da vida eterna como de alguma coisa que o crente receberá no futuro. Vide Mat. 25:46; Mar. 10:30; Tito 1:2, 3:7.
Temos assim a bela harmonia que existe entre todas as passagens que tocam o assunto da salvação. Não há conflito entre estas passagens, porque elas se referem a diferentes fases da salvação. Absurdo é e herético qualquer homem tirar um grupo das três, não importa que grupo ele tire, e procurar negar ou nulificar um ou outro, ou ambos, dos dois grupos restantes. O modo da verdade é tomar todos eles corretamente divididos.
Seja observado ao encerrar que a salvação em todos os seus tempos e fases é do Senhor. Paulo dá-nos o método de Deus no trabalho da salvação, do princípio ao fim em Fil. 1:6 e 2:13. Deus inicia a obra da salvação e a levará até sua consumação. E por toda a caminhada Ele opera em nós !tanto o querer como o fazer Seu bom prazer?. E mais, é tudo de graça pela fé. !Porque nEle se revela a justiça de Deus de fé em fé; como está escrito: O justo viverá pela fé." (Rom. 1:17).
Autor: Thomas Paul Simmons, D.Th.Digitalização: Daniela Cristina Caetano Pereira dos Santos, 2004 Revisão: Charity D. Gardner e Calvin G Gardner, 05/04Fonte: www.PalavraPrudente.com.br



Índice 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44
Cap 27 - Um Estudo Sistemático de Doutrina Bíblica
A SANTIFICAÇÃO
Neste capítulo temos referência à santificação do crente. A aplicação da palavra a outras coisas será referida só para lançar luz sobre a santificação do crente.
I. O SIGNIFICADO DE TERMOS
O nome !santificação? é a tradução do grego !hagiasmos?. O verbo grego é !hagiazo?. O verbo hebraico correspondente é !quades?. O nome grego é usado dez vezes no Novo Testamento. Cinco vezes está traduzido !santificação? e cinco vezes está traduzido !santidade?. O verbo grego é empregado vinte e nove vezes no Velho Testamento. Vinte e seis vezes está traduzido !santificar?. Duas vezes é traduzido por !honra?. Uma vez ocorre voz passiva e está traduzida !sê santo?. !Hagios? é outra palavra grega derivada de !hagiazo? e está usada tanto como adjetivo como nome: como adjetivo ocorre noventa e três vezes com !pneuma? (Espírito) para designar o Espírito Santo. Em sessenta e oito outros casos é usado como adjetivo e está traduzido ?santo?. Como nome está traduzido !santíssimo? duas vezes, uma vez como !o mais santo de todos?, quatro vezes !O Santo?; três vezes !lugar santo?; uma vez ?coisa santa?; três vezes !santuário? e ?santo? ou !santos? sessenta e duas vezes.
O Léxico de Thayer define !hagiazo? como significando !dar ou reconhecer por venerável, honrar, separar de coisas profanas e dedicar a Deus, consagrar; purificar?, tanto externamente - se cerimonialmente (1 Tim. 4:5; Heb. 9:13) ou por expiação (Heb. 10:10; 13:12) ! como internamente. O significado de !hagiasmo? e ?hagios? procede do de ?hagiazo?, segundo o próprio uso deles.
II. A SANTIFICAÇÃO PASSADA DOS CRENTES
Há um sentido em que o povo salvo já foi santificado.
1. REFERÊNCIA ESCRITURÍSTICAS A ISSO
Atos 20:32; 26:18; 1 Cor. 1:2; 6:11; 2 Tess. 2:13; Heb. 19:19; 1 Ped. 1:2
2. NATUREZA DISSO
A santificação passada do crente é tríplice:
(1). Consagração
O crente foi consagrado ou dedicado ao serviço de Deus. Temos o tipo disto na santificação do tabernáculo e do templo com seus petrechos e equipamentos. Vide Ex. 29:37; 30:25-29; 40:8-11; Lev. 8:10,11; 21:23; 1 Reis 7:51; 2 Cor. 2:4; 5:1; 29:19. A santificação semelhante àquela que está ora sob consideração pode ser vista em Gên. 3:2; Joel 1:14; Jer. 1:5; João 10:36.
Santificação neste sentido é uma separação formal e externa para Deus. Não há pensamento aqui de santidade interna.
(2). Purificação legal
Esta é a espécie de santificação referida em 1 Cor. 1:30; Efe. 5:26; Heb. 10:10; 13:12. Aos olhos da Lei do Velho Testamento o crente é santo; porque Cristo, por Sua morte, pagou a penalidade da Lei e, pelo Seu sangue, lavou toda culpa (1 Cor. 6:11; Gal. 3:13; Apoc. 1:5; 7:14).
(3). Purificação moral da alma
Noutro capítulo já indicamos que a regeneração remove toda depravação da alma, ou natureza espiritual do homem, de maneira que o único pecado que fica no homem é o pecado da natureza carnal, a qual é muitas vezes referida como corpo. Cremos que esta espécie de santificação está referida em 2Tess. 2:13 e 1Ped. 1:2, também 1 Cor. 6:11.
Tanto quanto diz respeito à remoção da presença do pecado da alma, o crente tem uma perfeita santificação moral, tanto como uma perfeita santificação formal e legal. Fica no crente, como veremos, a necessidade de mais santificação, mas esta não tem que ver com a remoção do pecado da alma. A alma se faz sem pecado na regeneração e neste sentido está perfeitamente santificada.
3. COMO É ELA REALIZADA
(1). Deus, sem dúvida, é o autor dela
Ele é o autor de toda a boa coisa. Ele nos elegeu para ela. Ele a ideou e planeou.
(2). O Espírito Santo é o Agente de Deus na Realização dela
1 Cor. 6:11; 2 Tess. 2:13; 1 Ped. 1:2.
(3). A morte de Cristo é à base da obra do Espírito Santo
Vide as passagens dadas supra sob purificação legal.
(4). A fé é o meio
Atos 26:18. A fé é o meio pelo qual a alma se purifica (Atos 15:9; 1 Ped. 1:22).
(5). A palavra de Deus é um meio Secundário
Isto é verdade porque a !fé vem pelo ouvir e o ouvir pela Palavra de Deus? (Rom. 10:17).
III. A SANTIFICAÇÃO PRESENTE DO CRENTE
Há um sentido em que o crente está sendo santificado.
1. REFERÊNCIA DA ESCRITURA A ELA
João 17:17,19; Rom. 6:19-22; 15:16; 1 Tess. 5:23; Heb. 2:11; 10:14; 12:14; 1 Ped. 1:15. Alistamos aqui passagens somente em que !hagiasmos?, ?hagiazo? ou !hagios? aparecem no original. Há muitas outras passagens que, indiretamente, se referem à santidade presente do crente.
2. COMO É ELA REALIZADA
(1). Deus é o autor dela
João 17:17; 1 Tess. 5:23.
(2). O Espírito Santo é o agente
Rom. 15:16. O Espírito Santo realiza a nossa santificação presente por guiar (Rom. 8:14), transformar (Rom. 12:2; 2 Cor. 2:18), fortificar (Efe. 3:16), fazer frutífero (Gal. 5:22,23).
(3). A morte de Cristo é a base
A morte de Cristo provê a base para tudo da obra do Espírito Santo.
(4). A palavra de Deus é o Instrumento do Espírito
João 17:17. Isto está provado por todas as passagens que ensinam que a verdade promove obediência, previne e purifica do pecado, faz-nos odiar o pecado e causa-nos crescer na graça. Vide Salm. 119:9, 11, 34, 43, 44, 50, 93, 104; Heb. 5:12-14; 1 Ped. 2:2.
(5). A fé é o meio principal
É pela fé que a instrumentalidade da Palavra se faz eficiente. A fé é ao mesmo tempo o resultado da obra santificadora do Espírito e o meio principal para Sua obra santificadora ulterior.
(6). Nossas próprias obras são também um meio para nossa presente santificação
Rom. 6:19. Assim como o exercício físico é necessário ao crescimento espiritual. O exercício físico desenvolve o apetite para o alimento, do qual recebemos nutrição que produz crescimento. O exercício espiritual desenvolve apetite para a Palavra de Deus, do qual recebemos nutrimento espiritual que produz crescimento na graça.
(7). Outros meios menos diretos
Entre outros meios menos diretos em nossa presente santificação nomeiem-se a oração, o ministério ordenado de Deus (Efe. 4:11,12), freqüência à igreja e associação com crentes em capacidade comunal, observância das ordenanças do batismo e da Ceia do Senhor, a observância do dia do Senhor e o castigo e as providências de Deus.
Tudo dessas coisas ajuda para com a nossa presente santificação, não por causa de qualquer virtude intrínseca de si mesmas, mas somente como de um ou outro meio, trazem-nos em contacto com a verdade divina, iluminam nossas mentes em relação a ela e trazem-nos a uma apreciação mais elevada dela e mais completa obediência a ela. É somente desta maneira que o batismo e a Ceia do Senhor contribuem para a nossa presente santificação. Não são sacramentos e muito menos sacramentos concessores de graças. A graça recebida por meio das ordenanças não é recebida ex opere operato ! do mero ato de observância.
3. A NATUREZA DELA
É !aquela operação contínua do Espírito Santo, pela qual a santa disposição comunicada na regeneração é mantida e fortalecida? (Strong, Systematic Theology, pág. 483).
(1). O que ela não é
A. Não é um melhoramento da carne
Nossa presente santificação inclui o corpo (1 Tes. 5:23), mas não tanto assim que altere essencialmente a pecaminosidade da carne. A carne cobiça contra o Espírito (Gal. 5:17). Mesmo num soldado da cruz idoso e sasonado, como foi o apóstolo Paulo, vemos que a carne estava ainda inalterada (Rom. 7:14-24). O corpo está incluído em que á alma, por meio da santificação, se dá maior controle sobre ele e assim está guardado, até certo ponto, de atos ostensivos de pecado; mas sua pecaminosidade essencial está latente.
B. Não é uma eliminação gradual de pecado na alma.
Como já notamos, a alma se torna impoluta na regeneração e se une com o Espírito Santo. Nenhum pecado fica na alma, portanto, a ser eliminado por nossa presente santificação.
(2). O que ela é
A. É uma manutenção progressiva e fortalecimento da alma em santidade.
Por meio de nossa presente santificação nossas almas são confirmadas em santidade. Santo foi Adão na criação, mas não foi confirmado em santidade. A natureza progressiva de nossa presente santificação está bem implicada em Heb. 2:11 e 10:14, onde está empregado o particípio presente, que sempre denota ação progressiva.
B. É inteiramente interna
Nossa santificação passada é em parte externa, mas a presente é inteiramente interna.
C. É prática.
Conquanto seja interna, contudo ela se manifesta externamente em vida prática cristã.
D. É experimental
Nossa santificação passada pode ser só muito escuramente experiêncial no tempo em que ela ocorre, mas a presente é definitivamente experiencial. O crente sente e conhece o trabalhar do Espírito no seu coração, fortalecendo-o, transformando-o de graça em graça (2 Cor. 3:18), movendo-o à oração, aos estudo da Bíblia e outros exercícios e atividades cristãs. E esta obra do Espírito no crente é a fonte de sua firmeza. É deste modo que o Espírito testemunha com os nossos espíritos que somos filhos de Deus (Rom. 8:18).
E. É sempre incompleta nesta vida.
A nova vida jamais ganha perfeito controle sobre a natureza carnal; Isto nos leva a considerar:
IV. REFUTADA A DOUTRINA DE PERFEIÇÃO SEM PECADO
Um estudo da doutrina bíblica de santificação não é completo sem uma consideração do ensino que a impecabilidade é inatingível nesta vida. Urgimos sobre o seguinte:
1. OBJEÇÕES A ESTA DOUTRINA
(1). O apóstolo Paulo, a quem Deus estabeleceu como um exemplo humano para crentes (1 Tim. 1:16) e em cuja vida não estamos certos de se ver qualquer falta, não teve, mesmo na velhice, alcançada perfeição impecável.
É isto evidente de Rom. 7:14-24. Absurdo é referir isto a Paulo antes da regeneração. No décimo quarto versículo há significativa mudança do tempo passado para o presente. Fazer os versos além do décimo quarto referir-se à vida de Paulo antes da regeneração é fazer deles uma monstruosidade gramatical. A última parte do verso vigésimo quinto mostra que a vitória sobre o pecado por meio de Jesus Cristo não tem lugar nesta vida. Isto também está patente em Rom. 8:23-25. A vitória vem somente com a redenção do corpo, a qual terá logar na ressurreição.
Outra vez, a linguagem de Rom. 7:14-24 mostra que ela se refere a um homem salvo. !Nenhum homem irregenerado pode verdadeiramente dizer: !Eu consinto com a Lei, que é boa?; !Querer estar presente comigo?; !Porque me deleito na Lei de Deus segundo o homem interior?; ?Assim então, com a mente eu mesmo sirvo à Lei de Deus? (Pendleton, Chistian Doctrines, pág. 301).
A idéia que em Rom. 7 temos a experiência de Paulo depois de ter sido salvo, mas antes santificado, enquanto que em Rom. 8 temos sua experiência depois de ter sido santificado, é também absurda. Como temos apontado, o capítulo oitavo de Romanos não ensina a perfeição impecável mais do que o capítulo sétimo. No oitavo Paulo ensina que os crentes ainda gemem debaixo da pecaminosidade do corpo e estão esperando pela sua redenção (vs. 23), sendo salvos pela esperança (vs. 24,25). Toda a prosa do crente: na sua experiência, safando-se do capítulo sétimo de Romanos para o oitavo, não tem sentido. Todo crente vive toda a sua vida em ambos os capítulos, que ambos são só parte de um discurso ligado. !O portanto? do verso 1 do capítulo 8 dirige-nos de volta à última parte do capítulo sétimo como base do que está dito no oitavo.
A epístola aos romanos foi escrita antes da viagem de Paulo a Roma. Depois de ter sido levado a Roma, enquanto prisioneiro lá, escreveu algumas epístolas.Uma delas é a epístola aos filipenses. Nesta epístola Paulo ainda renuncia à perfeição absoluta. Disse ele que não se considerou como já a tendo atingido. Fil. 3:12.
(2). O modelo de oração dado por Cristo aos Seus discípulos implica pecaminosidade contínua por parte do povo salvo.
Como é bem sabido, Cristo ensinou Seus discípulos a confessar os seus pecados na oração modelo. Nem Ele em qualquer tempo ou de qualquer modo insinuou ou implicou que havia um tempo quando eles poderiam apropriadamente dispensar esta confissão do pecado e petição de perdão.
(3). O fato que todos entre os filhos de Deus são castigados por Ele mostra que todos eles pecam (Heb. 12:5-8).
?Se estais sem castigo, do qual todos são feitos participantes, então sois bastardos e não filhos? (Heb. 12:8). Não pode haver castigo sem pecado. Deus podia tratar-nos de um modo providencial, se fossemos perfeitos, mas os Seus tratos não poderiam chamar-se castigo.
(4). Tiago declara que todos pecam.
!Todos nós tropeçamos em muitas coisas? (Tia. 3:2).
(5). João declara que quem professa impecabilidade está enganado.
!Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos e a verdade não está em nós? (1 João 1:8). !Nós? ? certamente se refere a crentes. E o tempo presente mostra que a passagem se refere, não a uma negação de pecado anterior senão a uma negação de pecado atual. E esta passagem nos diz que os professantes da perfeição impecável estão auto-iludidos. Estão enganados pelo menos sobre quatro coisas, a saber:
A. A natureza da Lei de Deus (a Lei de Cristo ! 1 Cor. 9:21) para crentes.
Em vez de verem a Lei de Deus para crentes como um transcrito de Sua santidade, um padrão perfeito de justiça, vêem-na como uma balança móvel que se acomoda à nossa habilidade. !Esta idéia reduz a divina à habilidade do devedor para pagar,- método breve de se desincumbirem obrigações. Posso saltar a torre de uma igreja, se me for permitido fazer uma torre de igreja bem baixa; posso tocar as estrelas, se as estrelas baixarem somente à minha mão." (Strong).
B. O escôpo do pecado.
Queriam que crêssemos que as transgressões !involuntárias? não são pecados. John Wesley, um dos mais proeminentes advogados da doutrina de perfeição impecável nesta vida , disse: !Creio que uma pessoa cheia do amor de Deus ainda está sujeita a transgressões involuntárias. Tais transgressões podeis chamar pecados, se vos apraz; eu não."
Meios involuntários: !1. Contrário a vontade ou desejo de alguém. 2. Não sob o controle da vontade." Como aplicada a atos morais, a palavra deve ter o primeiro sentido. O segundo sentido aplica-se somente a tais coisas como a digestão, o bater do coração e outras funções naturais do corpo. E o significado da vontade ou desejo na primeira definição deve ser entendido no sentido restrito do teor normal da vontade. No sentido lato ninguém nunca age contra sua vontade ou desejo, exceto quando sobrepujado pela força física. Nenhuma pessoa salva quer normalmente zangar-se e falar palavras ferinas; mas, sob sérias provocações, perde-se a calma e diz coisas que não devera ter dito. São estes atos involuntários, segundo o único sentido em que se pode aplicar o termo a atos morais. Portanto, conforme com John Wesley e outros perfeccionistas, estes atos não são pecado. As mesmas coisas poder ser aplicada ao homicídio de Urias por Davi e ao seu adultério com Betséba.
C. O poder da vontade humana.
Afirmar que à vontade, mesmo normalmente, pode escolher a Deus supremamente em qualquer momento, ou é negar a depravação na natureza carnal do homem ou implicar que a vontade é uma adesão externa a natureza do homem antes que uma expressão dela. ?Dizer que, o que quer que tenham sido os hábitos do passado e o que quer que sejam as más afeições do presente, está o homem perfeitamente apto a obedecer em qualquer momento à Lei total de Deus, é negar que haja coisas tais como caráter e depravação." (Strong).
D. Sua própria salvação.
Quando João diz: ?a verdade não está em nós?, ele não se refere à verdade abstrata, mas a ?verdade do evangelho, trazendo a luz de Deus à alma e assim revelando pecados como a luz solar faz ao pó? (Sawtelle). !A verdade é para ser tomada objetivamente como a verdade divina em Cristo, o princípio absoluto da vida vindo de Deus e recebido no coração? (Lange). Este sentido é confirmado pelo verso 10, que diz: !Se dizemos que não pecamos, fazemo-lo (a Deus) mentiroso e Sua Palavra não está em nós." Esta passagem repete a verdade do verso 8. !As pessoas supostas como dizendo isto são vistas no ponto quando deveriam estar oferecendo sua confissão ! uma confissão de pecado principiando no passado e chegando ao presente; daí, o tempo perfeito? (Sawtelle). E as expressões !a verdade não está em nós? e ?Sua Palavra não está em nós? negam o caráter cristão de todo o professante da perfeição impecável. Por estas passagens todos eles estão perdidos.
2. AS ESCRITURAS EXPLICADAS
Assumimos as seguintes passagens da Escritura tidas pelos perfeccionistas impecáveis como prova da sua teoria.
(1). As passagens que falam do crente como sendo !perfeito?
Referimo-nos aqui a semelhantes passagens como Lucas 6:40; 1 Cor. 2:6; 2 Cor. 13:11; Efe. 4:11; Fili. 3:15; Col. 4:12; 2 Tim. 3:17.
A perfeição dessas passagens não é absoluta: é apenas perfeição relativa. Algumas vezes a palavra ?perfeito? refere-se só a maturidade cristã em contraste com a fraqueza de criancinhas em Cristo. Algumas vezes quer dizer somente que aqueles a quem descreve estão livres de qualquer falta grave. Assim nos é dito que Noé era um homem justo e perfeito? (Gen. 6:9), ainda mesmo bêbedo (Gen. 9:21). E assim se diz que Jó era perfeito e justo? (Jó 1:1).
O emprego da palavra !perfeito? em Fil. 3:15 lança luz interessante e instrutiva sobre o seu sentido usual na Escritura. No verso 12, como já notamos, Paulo renuncia à perfeição. Então, no verso 15 ele endereça uma exortação à !tantos quantos são perfeitos?. É perfeitamente evidente, então, que no verso 12 ele faz referência à perfeição absoluta, enquanto que no verso 15 ele alude aos que são relativamente perfeitos ou maduros. E a estes ele exorta a !sentir o mesmo?. Por isto ele quer dizer que eles devem renunciar à perfeição absoluta, como ele fez, e prosseguir para coisas mais elevadas. Assim vemos que !perfeito?, a luz do significado costumeiro do termo na Escritura, quando aplicado a crentes, exige que crentes renunciem a perfeição absoluta e todavia prossigam para coisas mais elevadas. O indivíduo que professa perfeição impecável e o que não está prosseguindo para frente não são !perfeitos?.
(2). Mat. 5:48 !Vós, portanto, sede perfeitos, assim como o vosso Pai celeste é perfeito."
Nesta passagem Jesus firma para os Seus discípulos o ideal de perfeição absoluta. Ele não podia ter firmado nada menos do que isto sem coonestar e encorajar o pecado. Mas não há nada aqui ou em qualquer outro lugar que implique que os seguidores de Cristo ainda alcancem este ideal na carne. De fato, é ímpio afirmar que atingem este ideal, pois a perfeição oferecida é a de Deus mesmo.
(3). 1 Tess. 5:23 !E o Deus de paz mesmo voz santifique em tudo e sejam conservados inteiros vosso espírito e alma e corpo sem mancha na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo."
Esta passagem deve ser entendida à luz da própria experiência de Paulo e à luz da Escritura como um todo. Se Paulo orou pela completa santificação dos tessalonicenses nesta vida, então ele orou por algo para eles que ele mesmo não tinha provado, ou então ele perdeu mais tarde sua completa santificação; porque, quando ele escreveu aos romanos muito depois, como temos notado, ele não professou impecabilidade.
A santificação porque Paulo orou para que Deus operasse nos tessalonicenses foi, na verdade, santificação completa, como evidenciado pela palavra grega !holoteles?; mas ele não indica que é para se cumprir nesta vida. A Escritura muito definitivamente condena a noção que Paulo esperou que ela se cumprisse nesta vida. E a menção da vinda de Cristo sugere que ele contemplou o futuro como o tempo quando sua oração estava para ter completa resposta. Paulo orou pelo prosseguimento da santificação progressiva, assim como Cristo orou pelo mesmo para os Seus discípulos (João 17:17), cuja santificação progressiva resultaria em completa santificação na segunda vinda de Cristo.
(4). 1 João 2:4 !Aquele que diz, eu O conheço e não guarda os Seus mandamentos, é um mentiroso e a verdade não está nele."
Juntamente com esta passagem podemos classificar outras passagens semelhantes tais como João 14:23; Rom. 8:12; 1 João 1:6.
Estas passagens fazem referência ao teor geral da vida cristã. Elas não podem ser tidas como ensinando que quem está salvo guarda os mandamentos de Deus perfeitamente em qualquer momento, porque outras passagens o negam.
O Rio Mississipi proporciona uma excelente ilustração da vida cristã. Se se perguntar a alguém para que direção corre esse rio, responderá que corre na direção sul; mas a matéria de fato é que este rio algumas vezes corre para leste, outras para oeste e algumas vezes mesmo corre numa direção norte. Mas, a despeito destes fatos, prosseguimos dizendo que ele corre para o sul. Assim falamos porque consideramos o rio como um todo. Vemos o alvo principal do rio. Assim é com a vida cristã. Quando é vista como um todo, ou quanto ao seu alvo principal, percebe-se que é uma vida de justiça; mas a caudal, quanto ao seu alvo não é tão rápida perto das margens como é no centro. E nunca conservará sempre sua direção usual: baterá em obstruções que a desviarão temporariamente, mas de novo assumirá o seu curso normal no futuro.
(5). 1 João 1:7 !O sangue de Jesus Cristo seu Filho purifica-nos de todo pecado."
Alguns têm a idéia que esta passagem quer dizer que o sangue de Jesus Cristo faz-nos impecáveis quanto a estado. Mas não é assim. O sangue de Jesus Cristo purifica-nos somente quanto à nossa posição perante Deus. Esta passagem faz referência á justificação e santificação legais, mas não à santificação progressiva e prática.
A necessidade de purificação constante da contaminação recorrente foi ensinada por Jesus quando Ele lavou os pés dos Seus discípulos. Ele disse: !O que está banhado não necessita senão de lavar seus pés, que o mais está todo limpo." (João 13:10). O restante dessa passagem !estais limpos, mas não todos?, o qual está explicado no verso seguinte como querendo dizer: !Não estais todos limpos?, referindo-se a Judas, mostra que Jesus estava tirando uma analogia entre a purificação física e a purificação espiritual. Tanto como quem toma banho não precisaria de lavar-se outra vez, mas de limpar-se do pé nos pés, assim quem se banhou no sangue de Cristo não o repetirá mas, não obstante, estará na necessidade diária de se purificar da contaminação que se lhe adere no seu contato com o mundo. Ele ?está todo limpo? quanto à sua posição perante Deus, mas na precisão de confissão e perdão diários para que mantenham comunhão com Deus.
(6). 1 João 3:9 !Quem é nascido de Deus não peca, porque Sua (de Deus) semente permanece nele; não pode pecar porque é nascido de Deus."
A respeito dessa passagem, temos o seguinte a dizer:
A. Ela se refere ao padrão atual do viver cristão e não a um mero padrão ideal.
A passagem fala do que é realmente o cristão na sua conduta e não meramente de o que devera ser. Isto é evidente do verso seguinte, que diz: !Nisto (isto é, na sua inabilidade para pecar) os filhos de Deus são manifestos e os filhos do diabo."
B. Ela se refere ao homem inteiro e não meramente à nova natureza.
É evidente que a ?semente? nesta passagem se refere à nova natureza. O grego aqui é !sperma?. Está usada quarenta e quatro vezes no Novo Testamento, significando quarenta e uma vezes, não semente de plantio, mas progênie, descendências. Quando a Palavra de Deus é chamada !semente?, o grego não tem ?sperma?, mas ?spora? ou ?sporos?. Vide Lucas 8:11; 1 Ped. 1:23.
Outra objeção de peso à idéia que !semente? representa aqui a Palavra de Deus e o ?Qualquer que? a nova natureza, é que não é a Palavra de Deus que faz impossível a nova natureza pecar. É a qualidade da nova natureza que faz isto impossível. Se a nova natureza fosse pecaminosa, então a Palavra de Deus não impediria que ela pecasse mais do que impede a carne de pecar.
Thayer faz ?semente? nesta passagem referir-se a energia divina do Espírito Santo operando na alma, pela qual somos regenerados. Mas isto é uma interpretação puramente arbitrária. Não temos razão para crermos que tanto o Espírito Santo como Sua energia são referidos ainda como !sperma?.
Portanto, tomando a !semente? como se referindo a nova natureza, necessariamente interpretamos ?qualquer que? como se referindo ao homem inteiro; porque é !ele?, o homem inteiro, em quem a ?semente?, a nova natureza, permanece, que não pode pecar.
C. Ela afirma, não que uma pessoa regenerada não pode cometer um só pecado, mas que ela não pode seguir um curso contínuo de pecado; não pode viver em pecado.
Adotamos esta interpretação desta passagem pelas seguintes razões:
(a). É a única idéia que está em harmonia com o texto. Está manifesto pelo contexto, como já foi observado, que João falava daquilo que é exterior e atual, algo que faz uma diferença manifesta em si e de si. Então, também, esta passagem evidentemente quer dizer a mesma coisa como os versos seis e oito e, se possível, são menos favoráveis as outras interpretações.
(b). Enquanto é verdade que o homem todo não é nascido de Deus, todavia, em passagens gerais tais como a que ora se considera a Escritura não faz distinção entre as duas naturezas do crente, mas frouxamente se refere ao homem como um todo. Diz a Escritura: !Exceto UM seja nascido de novo? e não ?exceto um tenha uma nova vida nascida com ele?; !se alguém está em Cristo, ELE é uma nova criatura?; não ?ele tem uma nova criatura nele?; !vivificou-NOS com Cristo?, não ?vivificou uma nova vida dentro de nós?; !ele nos gerou pela Palavra da verdade?, não ?ele gerou algo dentro de nós pela Palavra da verdade."
(c). é a única idéia que toma conta do presente infinitivo !pecar? (grego- ?harmartanein?) na última parte da passagem. O infinitivo presente sempre significa ação durativa, linear, progressiva ! ação em sua duração continuativa. Por causa deste sentido do infinitivo grego, Weymouth traduz a passagem: !Ninguém que é um filho de Deus está habitualmente culpado de pecado. Um germe dado de Deus, de vida, fica nele e ele não pode pecar habitualmente?. E Sawtelle explica !não faz pecado?, como significando: ?Não o faz como a Lei de sua vida, como a tendência do seu ser; não pertence à esfera do pecado."
D. Notem os perfeccionistas impecáveis os seguintes fatos sobre esta passagem:
(a). Sua afirmação aplica-se a toda gente salva; não apenas a alguns que alcançaram um suposto plano elevado de vida. Assim esta passagem mata a teoria da !segunda benção?. A passagem esta falando sobre o que o crente é em virtude da regeneração, não o que ele é em virtude de uma suposta !segunda obra de graça?.
(b) A passagem referida afirma que o caráter referido não pode pecar. Assim, segundo sua própria teoria, teriam de interpretar a passagem como ensinando que um que alcançou a impecabilidade não pode nunca reincidir em pecado. Isto eles não admitirão. Assim mostram que seu único interesse nesta passagem é acalentar sua heresia ignorante e sem sentido.
V. OS FRUTOS DA SANTIFICAÇÃO PROGRESSIVA.
Pensamos bom aqui alistar quatro coisas que J. M. Pendleton, em !Christians Doctrines? dá como evidências ou frutos das influências graciosas do Espírito Santo em nosso santificação progressiva.
1. UMA NOÇÃO PROFUNDA DE DESVALIA
Nenhuma pessoa em quem o Espírito Santo fez qualquer obra considerável tem qualquer disposição para envaidecer-se de sua bondade. Para exemplos da noção de desvalia da parte dos santos de Deus, vide Jó 38:1,2; 40:4; 42:5,6; Efe. 3:8; Isa. 6. Também Fil. 3:12-15.
2. UM ÓDIO CRESCENTE AO PECADO
Nenhuma pessoa salva ama o pecado; isto é, o amor ao pecado não é o afeto dominante de sua vida. Os pecados que ela comete não são o resultado de um amor normalmente dominante ao pecado senão de um levante ocasional da carne ou da fricção constante entre a carne e o Espírito.
3. UM INTERESSE CRESCENTE NOS MEIOS DE GRAÇA
Quanto mais o Espírito Santo obra numa pessoa, tanto mais ela aprecia a Palavra de Deus, a oração, o culto e o demais; e mais ela se avantaja dos benefícios de tais atos.
4. UM AMOR EM AUMENTO DAS COISAS CELESTIAIS
Este amor substitui o primeiro amor pelo pecado e faz o filho de Deus buscar aquelas coisas que são de cima.
Todos destes frutos do processo santificante impedem o fato que não se pode atingir a impecância nesta vida por encorajar-se o pecado. A presença do pecado na vida do cristão não lhe proporciona nenhuma consolação; pelo contrário, proporciona-lhe pesar. Ele quisera estar livre do seu peso terreno e elevar-se aos cimos de Deus para que sua alma pudesse aquecer-se no sol de justiça. Toda pessoa salva pode dizer com Paulo: !Desgraçado homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte? (Rom. 7:24). Ele deseja que fosse sem pecado, mas está indisposto a violentar a Escritura e praticar a auto decepção para fingir que está sem pecado. O seu próprio desejo de impecabilidade impede-o de praticar a hipocrisia, de perpetrar um engodo como todos os perfeccionistas impecáveis fazem.
Autor: Thomas Paul Simmons, D.Th.Digitalização: Daniela Cristina Caetano Pereira dos Santos, 2004 Revisão: Charity D. Gardner e Calvin G Gardner, 05/04Fonte: www.PalavraPrudente.com.br

Índice 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44
Cap 25 - Um Estudo Sistemático de Doutrina Bíblica
ARREPENDIMENTO E FÉ
No último capítulo notamos que a conversão é feita de arrependimento e fé. Isto então nos traz em nosso estudo à consideração deles.
I. O ARREPENDIMENTO CONSIDERADO SÓ
1. AS PALAVRAS ORIGINAIS
Estas duas palavras numa só são !metanoeo? (sendo a forma correspondente do nome !metanoia?) e !metamelomai? (da qual a forma do nome não ocorre em o Novo Testamento). Só a primeira palavra se associa com a salvação. A última palavra é usada em Mat. 21:29 (no caso do filho que primeiro recusou obedecer a seu pai, mandando-o trabalhar na vinha, mas depois... arrependeu-se e foi?); Mat. 21:32; 27:3 (no caso de Judas); Rom. 11:29; 2 Cor. 7:8,10 e Heb. 7:21.
A respeito dessas duas palavras, diz Thayer: !Que? metanoeo !é o termo mais amplo e mais nobre, expressivo de ação moral e conseqüências, está indicado não só por sua derivação senão pela maior freqüência do seu uso..."
2. DUAS ESPÉCIES DE ARREPENDIMENTO
Há um arrependimento evangélico e há também um arrependimento legal. O arrependimento legal surge inteiramente através do temor das conseqüências do pecado. Esta é a espécie que Judas provou. O arrependimento evangélico é acompanhado de tristeza segundo Deus e se opera no coração pelo Espírito regenerador de Deus. É arrependimento evangélico que ora consideramos nesse capítulo.
3. OS ELEMENTOS CONSTITUINTES DO ARREPENDIMENTO
(1). O pecado é reconhecido.
O homem deve ver-se a si mesmo como diferente de Deus e em rebelião contra Deus. Deve ver a oposição que vai de sua condição com a santidade de Deus. Deve ver que Deus detesta sua condição e seu estado. O reconhecimento do pecado que entra no arrependimento para a salvação tem a ver, primariamente, não com o fato que o pecado traz castigo senão com o fato que o pecado ofende a Deus. Há, sem dúvida, um temor das conseqüências eternas do pecado; o que não é, porém, a coisa primária.
Este reconhecimento do pecado é convicção e ele constitui o elemento intelectual do arrependimento.
(2). O pecado é lamentado e aborrecido.
A tristeza divina entra no arrependimento. Quando alguém se vê a si mesmo como se fora diante de Deus, ele é trazido a lamentar o seu pecado e a aborrecê-lo. Isto é o elemento emocional do arrependimento.
(3). O pecado é abandonado
Não é completo o arrependimento enquanto não houver uma deserção íntima do pecado que conduz a uma mudança externa da conduta. Isto é o elemento voluntário ou volitivo do arrependimento. Assim o arrependimento concerne à inteira natureza interna: intelecto, emoção e vontade.
4. O ARREPENDIMENTO É INTERNO
Ao passo que o arrependimento sempre se manifesta exteriormente, contudo de si mesmo é interno, segundo o significado do original. A Escritura distingue entre arrependimento e !frutos dignos de arrependimento? (Mat. 3:8; Atos 26:20).
5. O ARREPENDIMENTO E A PENITÊNCIA CONTRASTADOS
A tradução católica romana da Bíblia (Versão de Douay) substitui !arrependimento? por !penitência? como uma tradução de !metanoeo?. Assim lemos pela Versão de Douay: !Fazei penitência, porque o reino do céu está próximo." (Mat. 3:2); !A menos que façais penitência, todos igualmente perecereis." (Lc. 13:5). !Testificando tanto a judeus como gentios penitência para com Deus e fé em nosso Senhor Jesus Cristo." (Atos 20:21). E da penitência diz a Versão de Douay no comentário a Mat. 3:2: !Cuja palavra, segundo o uso das Escrituras e dos santos padres, não só significa arrependimento e correção de vida senão também punição dos pecados passados pelo jejum e tais exercícios penitenciais semelhantes." Três coisas podem ser ditas a respeito deste comentário:
(1). É absolutamente falso dizer que a !punição dos pecados passados pelo jejum e tais exercícios de penitências semelhantes? é uma parte do sentido da palavra grega.
Como já foi notado, a palavra grega significa uma mudança interna. !O verdadeiro arrependimento consiste de emoções mentais e emocionais, não de castigos externos auto-impostos. Mesmo a vida piedosa e a devoção a Deus resultantes são descritas não como arrependimento senão frutos dignos de arrependimento? (Boyce, Abstract of Systematic Theology, pág. 384). !Metanoeo? é feita de ?meta?, significando !depois? e ?noeo?, significando !perceber?, entender, meditar, ponderar, considerar."
(2). Nega a suficiência da satisfação de Cristo pelos nossos pecados em franca contradição com a Escritura (Cf. Rom. 4:7,8; 10:4; Heb. 10:14; 1 João 1:7).
Desde que Cristo fez inteira satisfação pelos nossos pecados, não há para nós punição a aturar, exceto as conseqüências naturais do pecado. Deus castiga o crente quando ele peca, mas Ele nunca o pune tanto nesta vida como na vindoura. A punição é retributiva e está baseada em ?olho por olho e dente por dente?. O castigo é corretivo e está baseado no amor paternal. Cristo não nos deixou nada a pagar e nós podemos cantar verdadeiramente:
Pagou-o tudo Jesus;
A Ele tudo devo na cruz.
Rubra nódoa o pecado deixou.
Lavando-a, alva como a neve ficou.
(3). Implica que os atos temporais da criatura podem expiar o pecado.
A Bíblia nada sabe de um tal ensino. Ela ensina que Cristo só pode fazer uma expiação. Mesmo na eternidade as almas no inferno nunca poderão expiar o pecado e por essa razão não há fim para a sua punição. Então o cântico, seguramente, fala a verdade quando diz:
?Para sempre meu choro vertesse;
Sem folga meu zelo conhecesse;
Não poderiam meu pecado expiar,
Tu somente, Jesus, Tu deves salvar."
6. O ARREPENDIMENTO É UM DOM DE DEUS
As três passagens seguintes provam isto:
!A Ele Deus exaltou com a Sua destra para ser Príncipe e Salvador, para dar o arrependimento a Israel e remissão dos pecados." (Atos 5:31)
!Ao servo do Senhor não convém contender, mas sim ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor; instruindo com mansidão os que resistem, a ver se porventura Deus lhes dará arrependimento para conhecerem a verdade? (2 Tim. 2:24,25).
!E quando ouviram estas coisas, apaziguaram-se e glorificaram a Deus, dizendo: ! Na verdade, até aos gentios concedeu Deus o arrependimento para a vida? (Atos 11:18).
O sentido disso é, simplesmente, que o arrependimento se opera no homem pelo poder vivificador do Espírito Santo, como já o notamos.
II. A FÉ CONSIDERADA EM SEPARADO
Aqui temos a referência à fé salvadora; por isto notamos:
1. A FÉ SALVADORA DEFINIDA
A fé salvadora é confiança e firmeza no Senhor Jesus Cristo como o Salvador pessoal de alguém e portador de pecados. E, desde que a salvação inclui a santificação tanto como a justificação, a fé salvadora alcança a entrega do ser a Cristo.
2. A FÉ SALVADORA DISTINGUIDA DE SUAS IMITAÇÕES
(1). Crença histórica
Isto é mera crença nos fatos da revelação como matérias de história, incluindo a crença na existência de Deus e em que houve um homem chamado Jesus que pretendeu ser o Filho de Deus. Pode ver-se prontamente que semelhante crença não tem valor salvador.
(2). Assentimento intelectual
Isto sobe mais um degrau, trazendo aceitação mental das coisas reveladas de Deus e Jesus Cristo. Assim, um que crê na existência de Deus vem a crer nEle como sendo um ser segundo a Bíblia O revela ser e um que crê que semelhante pessoa como Jesus viveu, vem a crer que Ele era o Filho de Deus e que Ele morreu como um sacrifício pelo pecado. Isto é um passo para a fé salvadora, mas não é ela mesma.
O campbelismo ensina que a fé salvadora não é nada mais que o precitado. Ele se fia em passagens como 1 João 4:15 e 5:1. Mas estas passagens devem ser compreendidas à luz de toda a outra Escritura e esta certamente proíbe que a crença referida nessas passagens deveriam ser entendida como sendo mero assentimento intelectual à deidade de Cristo. A fé salvadora não é meramente mental (intelecto), mas do coração (emoções). Vide Rom. 10:9,10. A crença de que se falou nas passagens supra é tal como é produzida no coração por um conhecimento experimental do poder de Cristo.
Dois fatos, então, quanto às circunstancias sob as quais estas expressões foram enunciadas, lançam luz sobre elas.
A. O perigo de se professar crença na deidade de Cristo foi tal nos dias apostólicos que ninguém o faria assim a menos que impulsionado por verdadeira fé nEle.
B. O cristianismo apresentou um tal contraste com o judaísmo e paganismo que ninguém creria na deidade de Cristo sem verdadeira fé nEle. Aqueles que não tinham esta fé considerariam a Jesus como um impostor.
3. A FÉ COMO UM DOM DE DEUS
Isto está provado pelas passagens já citadas que designam o arrependimento como um dom de Deus; porque, como veremos, o arrependimento e a é são graças inseparáveis. Cada uma, quando aparece só nas Escrituras, abraça a outra; porque, se isto não fosse verdade, as passagens que mencionam só uma ou outra, ensinavam que alguém possa salvar-se tanto sem arrependimento como sem fé.
Isto também está provado por passagens que ensinam que a nossa vinda a Cristo e crença nEle são o resultado da obra do poder de Deus. Vide João 6:37,65; Efe. 1:19,20. Isto está ainda provado pelo fato que a fé é um fruto do Espírito Santo (Gal. 5:22).
4. A FÉ NÃO TEM MÉRITO EM SI MESMA
A fé é meramente o canal através do qual a graça justificante e santificante de Deus flui na alma. A Fé não é mais meritória do que o ato de se receber um dom. A Fé não é de modo algum substituto de nossa obediência à Lei, nem ela traz um rebaixamento da Lei de modo que preenchamos suas exigências. A fé está uma vez referida na Escritura como trabalho (João 6:29), não que seja da Lei, mas somente que o homem esteja ativamente engajado no seu exercício. !Como um dom de Deus e como a mera tomada de misericórdia imerecida, está expressamente excluída da categoria de obras sobre a base de que o homem pretenda salvação (Rom. 3:28; 4:4,5,16). Não é o ato da alma completa dar senão o ato da alma vazia receber. Conquanto esta recepção seja movida por uma retirada do coração para com Deus, ornada pelo Espírito Santo, está retirada do coração ainda não é um amor cônscio e desenvolvido: semelhantemente amor é o resultado da fé (Gal. 5:6)? (A. H. Strong, Systematic Theology, pág. 469, 470).
5. A FÉ NECESSARIAMENTE SE EXPRESSA EM OBRAS
A fé é um princípio dinâmico. Ela ergue o amor e, portanto as obras (Gal. 5:6). A fé que não se expressa em obras é uma fé morta, o que é só uma outra maneira de dizer que é espúria ou irreal (Tia. 2:17).
6. A FÉ É DISTINGUIVEL DA ESPERANÇA
A fé e a esperança são muito aparentadas; mas ambos os termos não são sinônimos. Fé e esperança diferem nas seguintes maneiras:
(1). Fé é confiança; esperança é expectação
A diferença aqui é estreita, mas é uma diferença tal como é comum entre vários termos um tanto parecidos. Tanto a fé como a esperança envolvem !a idéia de confiança, mas com o uso de preposições diferentes? (Boyce). !Confiamos em? como um ato de fé. !Confiamos para? em esperança.
(2). !A Fé é firmeza sobre algo agora presente como conhecido ou crido, Esperança está olhando pra diante, para algo no futuro?. (Boyce).
(3). Cristo é o objeto da fé; ao passo que a salvação, liberdade do pecado, glorificação e céu são os objetos da esperança.
(4). A esperança resulta da fé e, portanto, não pode ser fé. Vide Rom. 5:2-6; 15:4-13; Gal. 5:5; Heb. 11:1.
7. O TERRENO DA FÉ
Cristo, objetivamente revelado à mente e ao coração, é o alicerce da Fé. Está isto implicado em toda a Bíblia e está iniludivelmente ensinado em Rom. 10:11-17. Lemos ali que !a fé vem pelo ouvir? e ali também achamos a pergunta (implicando uma possibilidade): !Como crerão naquele de quem não ouviram." A Bíblia nada sabe, absolutamente nada, sobre uma fé secreta, assim chamada, que pode existir à parte do conhecimento de Cristo, tal como alguns cascaduras ensinam.
No Velho Testamento Cristo foi revelado, não somente através de tipos e sombras, mas por meio de profetas, tal como Isaias. E nos é dito plenamente que o Evangelho foi pregado a Abraão e Israel (Gal. 3:8; Heb. 4:2).
III. ARREPENDIMENTO E FÉ CONSIDERADOS JUNTAMENTE
O arrependimento e a fé são graças sincrônicas inseparáveis. Temos aqui referencia, sem dúvida, a esse arrependimento (significado por !metanoeo? e ?metanoia?) que é para salvação e não à espécie (significado por !metamelomai?) que Judas provou.
Que o arrependimento e a fé são sincrônicos ou simultâneos é evidente do fato que, quando um homem é vivificado para a vida, não pode haver lapso de tempo antes dele arrepender-se, nem pode haver qualquer depois que ele crê. De outra maneira teríamos a nova natureza em rebelião contra Deus e em incredulidade. Assim não pode haver ordem cronológica em arrependimento e fé.
Uma outra coisa que mostra a inseparabilidade do arrependimento e da fé é o fato que a Escritura muitas vezes menciona somente um de ambos como o meio de salvação. Por causa deste fato devemos pensar de cada um, quando usado separadamente, como compreendendo o outro.
Autor: Thomas Paul Simmons, D.Th.Digitalização: Daniela Cristina Caetano Pereira dos Santos, 2004 Revisão: Charity D. Gardner e Calvin G Gardner, 05/04Fonte: www.PalavraPrudente.com.br

Índice 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44
Cap 26 - Um Estudo Sistemático de Doutrina Bíblica
A JUSTIFICAÇÃO
I. A JUSTIFICAÇÃO DEFINIDA
A justificação é aquele ato de Deus instantâneo, eterno, gracioso, livre e judicial, pelo qual, devido ao mérito do sangue e da justiça de Cristo, um pecador arrependido e crente é livrado da penalidade da Lei, restaurado ao favor de Deus e considerado como possuindo a justiça imputada de Jesus Cristo; em virtude de tudo de que recebe adoção como um filho.
II. O AUTOR DA JUSTIFICAÇÃO
Deus é o autor da justificação. O homem nada tem que ver com a sua justificação, salvo para recebê-la através da fé que o Espírito Santo o habilita a exercer. A Escritura declara: !É Deus que justifica? (Rom. 8:33). E outra vez lemos: !Sendo justificados livremente pela Sua (de Deus) graça por meio da redenção que está em Cristo Jesus? (Rom. 3:24).
De Cristo se pode dizer que nos justifica só no sentido que Ele pagou o preço da redenção.
III. A NATUREZA DA JUSTIFICAÇÃO
1. É INSTANTÂNEO
É um ato e não um processo. Ocorre e está completa no momento em que o indivíduo crê. Não admite graus ou fases. Do publicano se diz ter descido à sua casa justificado. Ele foi justificado completamente no momento em que colocou sua fé na obra propiciatória de Cristo. A justificação do crente está posta sempre em tempo passado. Em toda a Bíblia não há o mais leve vislumbre de um processo contínuo na Justificação.
2. É ETERNA
Quando alguém se justifica, justificado está por toda a eternidade. A justificação não pode jamais ser revogada ou revertida. É uma vez por todo o tempo e eternidade. Por essa razão Deus pergunta: !Quem lançará qualquer acusação contra os eleitos de Deus?? (Rom. 8:33). Cristo pagou inteiro resgate e fez completa satisfação por todos os crentes; doutra maneira Cristo teria de morrer outra vez, ou então o crente cairia em condenação pelos seus pecados futuros. Mas lemos que a oblação de Cristo se fez uma vez por todas (Heb. 10:10), e que o crente !não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida? (João 5:24).
Tanto quanto a posição do crente está em foco, ele já passou o juízo. Foi julgado e absolvido completamente e eternamente. Que Paulo ensinou uma justificação eterna e imutável mostra-se no fato de ele sentir-se chamado a defender sua doutrina contra os ataques dos que contenderiam que ela dava licença ao pecado. Isto é a acusação que se faz hoje contra a doutrina que ora estabelecemos.
Finalmente lemos: !Por uma oblação Ele aperfeiçoou para sempre aos que se santificam? (Heb. 10:14). Verdade é que são os santificados que estão sob consideração nesta cita, mas é aplicável aos justificados também; porque, santificados e justificados são um. Se os santificados são aperfeiçoados para sempre, assim são os justificados. A perfeição aqui é a de estar diante de Deus.
3. É GRACIOSA E LIVRE
O pecador não merece nada às mãos de Deus, exceto condenação. Logo, a justificação é inteiramente de graça. Está assim estabelecido em toda à parte na Escritura, exceto por Tiago que empregou o significado secundário do termo. No sentido primário do termo a justificação nunca está representada como sendo através das obras ou obediências do homem. Vide Rom. 3:20; 4:2-6; Tito 3:5.
E, enquanto que a justificação é na base da obra meritória e expiatória de Cristo, contudo, da parte de Deus, é livre e espontânea, tanto quanto Deus não estava sob nenhuma obrigação de aceitar a Cristo como nosso substituto.
4. É SOMENTE JUDICIAL E DECLARATIVA
A justificação, no sentido primário, é um termo forense ou legal. É um ato do tribunal do céu. Não faz o crente internamente justo ou santo. Fá-lo justo apenas quanto à sua posição. Muitos confundem sem cessar justificação e santificação; mas não são a mesma coisa. Justificação é apresentada como o oposto de condenação, ao passo que santificação como o oposto de uma natureza pecaminosa. Vide Rom. 5:18.
IV. O FUNDAMENTO DA JUSTIFICAÇÃO
O fundamento da justificação é o sangue e a justiça de Jesus Cristo. A fé é um meio de justificação, mas não é o fundamento dela. Nada no homem é fundamento da justificação. Deus requer perfeição. O homem, por causa da depravação da carne, não pode render obediência perfeita até mesmo depois da regeneração. Daí a justificação deve achar seu fundamento fora do homem.
A justificação toma tanto o sangue como a justiça de Cristo para constituir o seu fundamento. O Seu sangue nos justifica negativamente ; Sua justiça, positivamente. Em outras palavras, o sangue paga a penalidade pelos nossos pecados e a justiça dá posição positiva perante Deus.
Não há contradição entre Tiago e Paulo quanto ao fundamento da justificação. Paulo simplesmente usou a palavra grega ?dikaioo? no seu sentido primário, para significar fazer alguém legalmente justo, ao passo que Tiago a usou no seu sentido secundário, para significar como mostra e prova estar alguém justo ou tal como devera estar. O mesmo uso que Tiago faz do termo pode-se achar também em Mat. 11:9 e 1 Tim. 3:16. Paulo ensina que nos é dada uma posição justa diante de Deus pela fé; Tiago ensina que provamos nossa justificação pelas nossas obras.
Tanta necessidade há de reconciliar Tiago consigo mesmo como de reconciliar Tiago com Paulo; porque Tiago afirma que ?Abraão creu em Deus e que isso lhe foi reconhecido como justiça? (Tiago 2:23). Vide Rom. 4:3.
V. O MEIO DE JUSTIFICAÇÃO
A fé em Cristo é o meio de justificação. Isto é, pela fé é que a justificação é aplicada ou feita experiencial. Ninguém se justifica senão os que crêem. A fé é logicamente anterior à justificação, ainda que não cronologicamente anterior. A justificação é através da fé porque a justificação é só uma de uma série de atos pelos quais Deus nos ajusta para Seu reino aqui e além. Sem fé a justificação se estragaria e não ajudaria a realizar o propósito de Deus em nós.
A fé não tem mérito em si ou de si mesma. Ela não é aceita em lugar da nossa obediência. Nem ela produz um rebaixamento do padrão de Deus, de modo que possamos ganhar favor com Deus pelas nossas obras.
VI. OS BENEFÍCIOS DA JUSTIFICAÇÃO
1. LIBERDADE DA PENALIDADE DA LEI
Em Rom. 10:4 lemos: !Cristo é o fim da Lei para justiça de todo àquele que crê?. E Gal. 3:13 diz: !Cristo nos remiu da maldição da Lei fazendo-se maldição por nós." Isto quer dizer que, para o crente, a Lei não é mais um instrumento de condenação. Cristo arrancou-lhe as garras para o crente. O Monte Sinai ajuntou-se em tremenda fúria e atirou seus dardos de condenação contra Cristo sobre o madeiro. Ele recebeu esses dardos no Seu próprio corpo na cruz, consumiu sua força e robou-lhes o poder de condenarem o crente. Por essa razão o crente nunca entrará em condenação (João 5:24; Rom. 8:1). Cristo morreu como substituto do crente; daí o crente é para a Lei como um já morto.
2. RESTAURAÇÃO AO FAVOR DE DEUS
A justificação não só alforria meramente o homem da penalidade da Lei: fá-lo à vista de Deus como um que nunca quebrou a Lei. A justificação torna o crente tão inocente perante Deus em relação à sua posição como Adão foi antes de cair.
3. IMPUTAÇÃO DA JUSTIÇA DE CRISTO
As passagens seguintes ensinam que, na justificação, a justiça de Cristo nos é imputada ou reconhecida: Rom. 3:22, 4:3-6, 10:4; Fil. 3:9.
Estas passagens nos ensinam que o crente não só é inocente perante Deus, mas é considerado como possuindo a perfeita justiça de Cristo; logo, tanto quanto se considera a posição e o destino do crente, ele é reconhecido como sendo tão justo como Cristo. Sua posição perante Deus é a mesma como aquela de Cristo. Nesta conexão o imortal Bunyan escreveu: ?O crente em Cristo está agora, pela graça, envolto sob uma justiça tão completa e abençoada que a Lei do Monte Sinai não pode achar nem falta nem diminuição nele. Isto é o que se chama a justiça de Deus pela fé."
4. ADOÇÃO DE FILHOS
Lemos: !Deus enviou Seu Filho... para remir os que estavam debaixo da Lei, a fim de recebermos a adoção de filhos." (Gal. 4:4,5). É na base desta redenção que somos justificados. A adoção é o topo da justificação. Cristo tomou nosso lugar; portanto, quando cremos nEle, tomamos Seu lugar como um filho. É assim que recebemos o direito de nos tornarmos filhos. Está em ordem a adoção para que sejamos !herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo? (Rom. 8:17), e para que tenhamos um direito legal à herança !incorruptível e impoluta, que não fenece, reservada no céu? para nós (1 Pedro 1:4). Quando fomos justificados, já éramos filhos do diabo. Não podíamos ser inascíturos como tais; daí tínhamos de ser transferidos da família do diabo para a de Deus por adoção. Tornamo-nos filhos experiencialmente pela regeneração, mas legalmente pela adoção. Regeneração e adoção não são as mesmas.
5. PAZ COM DEUS
Rom. 5:1. O crente tem paz com Deus por causa do conhecimento e através do conhecimento de todos os benefícios precedentes.
Um resumo: De maneira a ajudar o estudante a agarrar melhor o que temos dito, damos o seguinte sumário, o qual é adaptada da discussão de Bancroft sobre o método da justificação (Elemental Theology, pág. 206).
Somos justificados:
1. Judicialmente por Deus. Rom. 8:33
2. Causalmente pela graça. Rom. 3:24
3. Meritória e Manifestamente por Cristo.

(1). Meritoriamente pela Sua morte. Rom. 5:9
(2). Manifestamente pela Sua ressurreição.
Rom. 4:25. A ressurreição de Cristo manifestou o valor justificante de Sua morte.
4. Mediatamente pela Fé. Rom. 5:1.
5. Evidencialmente pelas Obras. Tiago 2:14-24.
Autor: Thomas Paul Simmons, D.Th.Digitalização: Daniela Cristina Caetano Pereira dos Santos, 2004 Revisão: Charity D. Gardner e Calvin G Gardner, 05/04Fonte: www.PalavraPrudente.com.br